No último ano, os investimentos em Tesouro Direto ficaram bem mais populares no Brasil, aumentando 28%. O dado tem atraído ainda mais investidores, confiantes na possibilidade de fazer um bom dinheiro com o aporte. Mas, afinal, quanto rende o Tesouro Direto atualmente?
Dentro de 365 dias, o número de investidores ativos – pessoas que estão com dinheiro investido em títulos públicos neste exato momento – passou de aproximadamente 1 milhão e meio para cerca de 2 milhões.
Antes, tínhamos aproximadamente R$ 66 bilhões aplicados nesse tipo de investimento. Agora, já são mais de R$ 90 bilhões. E este grande salto não se dá sem explicações.
Um dos principais motivos para o interesse “repentino” de investidores no Tesouro Direto é a rentabilidade do investimento. Ele ficou maior desde a alta na taxa básica de juros, a Selic.
Neste artigo, vamos te explicar em detalhes quanto rende o Tesouro Direto. Assim, você, como investidor, poderá decidir o investimento está de acordo com a sua estratégia de lucratividade. Vamos lá?
O que é o Tesouro direto?
Fundado há 20 anos pelo Tesouro Nacional, o Tesouro Direto existe para que pessoas físicas possam acessar títulos públicos. Isso significa que, graças à ele, você, eu ou qualquer pessoa pode investir no Estado.
Antes disso, somente grandes empresas e investidores influentes conseguiam realizar esse tipo de aplicação. A sua popularidade não demorou a se espalhar, já que se trata de um dos investimentos mais seguros dentro do mercado.
No Tesouro Direto, quem garante o seu pagamento é o Tesouro Nacional, a entidade responsável pela administração do dinheiro público. Para o Tesouro quebrar, todos os bancos e empresas do país precisam quebrar antes. Meio impossível, concorda?
É por isso que os Títulos Públicos são seguros: eles garantem o pagamento para o investidor, independentemente de quanto seja.
E os Títulos Públicos?
Títulos públicos são referentes a dívidas. Ao comprar ativos como esse, estamos emprestando dinheiro para o Governo Federal. A grana investida é utilizada, então, para financiar projetos públicos de Saúde, Infraestrutura, Educação e assim por diante.
São investimentos de renda fixa, normalmente realizados por investidores de perfil conservador, que prezam pela segurança do seu patrimônio e não gostam tanto assim de arriscar.
Porém, o Tesouro Direto tem atraído também investidores de perfil moderado e arrojado que utilizam, como estratégia, uma carteira bem diversificada.
Basicamente, você empresta dinheiro ao Governo e depois recebe de volta com a correção (ou seja, juros), que é o seu lucro.
Quanto rende o Tesouro Direto?
O mercado de títulos públicos oferece três tipos de investimento. O primeiro é o Tesouro Selic. O segundo, o Tesouro Prefixado. Já o terceiro é o Tesouro IPCA. Cada um deles rende de maneira diferente. Vamos conferir?
Tesouro Pré-Fixado
Este título é chamado de pré-fixado porque você já descobre o seu lucro exato no momento em que investe.
Quem define a taxa é o Tesouro Nacional que, para isso, utiliza a projeção de juros. Diariamente, essas taxas são projetadas em contratos negociados dentro da Bolsa de Valores.
Em outras palavras, são projeções da taxa Selic que, por sua vez, guia o restante das taxas de juros no Brasil.
Tesouro Selic
O título público mais popular entre os três existentes é o Tesouro Selic, cuja rentabilidade está diretamente ligada à Taxa Selic. Isso significa que quando os juros estão mais altos, o ativo rende mais para o investidor.
Quem já investe no Tesouro Selic sabe que o título está sempre acompanhado de um percentual que, normalmente, está abaixo de 1%. Trata-se do risco deste investimento: praticamente nenhum.
De qualquer forma, a porcentagem de risco está mais relacionada com o futuro da economia brasileira do que com qualquer outra coisa. Quando o cenário está estabilizado, a taxa costuma ser ainda mais baixa do que 1%. Por isso, investidores concluem que investir no Brasil representa um risco baixíssimo aos seus patrimônios.
Por outro lado, quando o cenário econômico no Brasil passa por eventos negativos, a taxa aumenta em decorrência dos problemas nos cofres públicos. Diante disso, investidores concluem que não é um bom momento para confiar nesse tipo de investimentos.
O Tesouro Selic é considerado um título pós-fixado, ou seja, o investidor não tem como saber qual será a sua margem de lucratividade fora das projeções de futuro que levam a taxa Selic em consideração.
Tesouro IPCA
Este investimento é híbrido. O que isso quer dizer? Significa que a sua rentabilidade não pode ser completamente prevista, pois é formada por uma parte pré-fixada e outra pós-fixada.
A parte pré-fixada considera juros futuros e reais, com desconto da inflação. A pós-fixada, por sua vez, leva em consideração o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o famoso IPCA – daí o nome deste título.
Quando a inflação está em alta, o rendimento do Tesouro IPCA cai. Quando o IPCA cai, também.
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